5 pontos do calvinismo – soteriologia Reformada

domingo, 28 de novembro de 2010

5 pontos do calvinismo – soteriologia Reformada


Renan Almeida

Quando falamos de doutrina soteriológica, estamos tentando compreender a forma pelo qual o homem é salvo. A palavra é formada a partir de dois termos gregos Σοτεριος [Soterios], que significa "salvação" e λογος [logos], que significa "palavra", ou "princípio". Dentro da “doutrina” soteriológica existem pelo menos duas correntes principais de pensamento.

A primeira corrente seria o monergismo/calvinismo  que acredita que Deus não depende em nada do homem para poder salvar o mesmo  uma vez que ao Senhor pertence a salvação (Jn 2:9) e a segunda corrente e que atualmente é a mais aceita é o sinergismo/arminianismo que acredita que Deus não pode salvar o homem se este não quiser. Ainda que os sinergistas não assumam, mas essa colocação acaba por excluir a soberania de Deus. Esse é um tema muito complexo e que não agradará a muitas pessoas, mas penso que isso não importa, o importante é que as Escrituras Sagradas sejam ensinadas tal como ela é!

Antes de começar com a explicação do tema propriamente dito, faz-se necessário o esclarecimento de que não considero os arminianos como cristãos inferiores aos calvinistas, uma vez que eu já fui também um arminiano; também não estou levantando um questionamento se os arminianos são salvos ou não. Sou levado a escrever sobre esse tema por ter motivos suficientes para rejeitar os pilares teológicos sinergistas/arminianos e por motivos bíblicos, sou levado a crer que o calvinismo é a argumentação soteriológica mais bíblica, racional e cristocêntrica no que concerne a mensagem do Evangelho. Um conselho que deixo a todos que vierem a ler essa postagem é que primeiro se dispam de seus preconceitos e tenha um pouco de hombridade para conferir nas Escrituras se as coisas são tais como estarei apresentando nessa postagem. Vamos então ao assunto.

Bases da Reforma Protestante

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou à porta da Igreja de Wittemberg 95 teses nas quais ele protestava em muitos aspectos contra a Igreja Católica Romana (que de apostólica tem apenas o nome). Entre os muitos erros cometidos pela igreja católica estava a salvação por obras, a autodenominação de “meio de graça” e o perdão dos pecados era conferido por meio da prática de simonia ou, popularmente, compra de indulgências.

Certo dia o reformador Lutero se vê diante do texto “mas o justo viverá por fé” e a partir daí a vida de tal homem deu uma reviravolta, dando origem à atitude ‘extrema’ ocorrida em 31 de outubro que é conhecida como Reforma Protestante. A Reforma Protestante foi a tentativa de colocar a Igreja nos padrões neotestamentários, para isso as doutrinas do catolicismo tinham que ser revistas à luz das Escrituras e com base nas Escrituras, os Reformadores perceberam que Somos salvos pela Graça mediante a fé; que Cristo é o único meio de salvação, não dependendo da Igreja Católica ou de qualquer outra para manifestar sua Graça e que o único objetivo do homem deve ser o de glorificar a Deus.

Por que estou falando isso tudo? Porque é um tanto complicado falar de doutrina soteriologica da Reforma sem citar as bases da mesma, a saber: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solo Cristo, Soli Deo Gloria. Faz-se necessário deixar isso bem claro, pois o que melhor descreve o valor que deve ser dado à essas verdades, encontra-se disponível no LOC (livro de Oração Comum) da Igreja Anglicana.

“Mostre-se-nos algo claramente estabelecido nas Escrituras Sagradas que ainda não ensinamos e o ensinaremos. Mostre-se-nos algo de nossa doutrina e prática que seja evidentemente contrário às Sagradas Letras e o abandonaremos.”

Com isso deixamos claro que nossa posição é em favor das Escrituras e não a favor do evangelho humanista que tem sido pregado em muitos lugares.

Bases da Soteriologia Reformada

No corrente ano, completaram-se 365 anos desde que o sínodo de Dort foi realizado. Para muitos, tal sínodo é de todo desconhecido e para muitos dos poucos conhecedores, tal sínodo é odiado pelo veneno que muitos indivíduos tem semeado. Não obstante, quando a Reforma era ainda jovem e os homens amavam ardentemente as doutrinas da graça, o nome de Dort era famoso em todo o mundo protestante. William Cunningham vai longe em dizer: “O Sínodo de Dort, representando quase todas as igrejas reformadas, e contendo uma grande proporção dos teólogos do mais alto nível, erudição e caráter, tem direito a maior medida de respeito e deferência do que qualquer outro concílio registrado na história da Igreja” [Os Reformadores e a Teologia da Reforma, p. 367]. Isto é de fato um grande elogio!

O sínodo de Dort foi um dos maiores responsáveis pela estruturação/reafirmação daquilo que conhecemos como doutrina calvinista.  Durante anos a doutrina calvinista foi a doutrina soteriológica da Reforma Protestante. Jacob Arminius nasceu em 1560, estudou em Genebra durante a gestão de Beza que foi o sucessor de João Calvino. Em 1588 tornou-se um dos ministros de Amsterdam, onde realmente começou o problema por causa da sua pregação relacionada particularmente com a exposição de Romanos 7. Os homens suspeitaram que ele estava saindo da confissão reformada, e houve considerável agitação na cidade por causa disso. Em 1630 foi indicado como professor de teologia em Leiden, em substituição ao célebre Franciscus Gomarus, um dos grandes teólogos da época, e assim ficou claro que Arminius tinha sérias objeções contra a doutrina da Igreja. Entretanto, agora, como antes em Amsterdam, mesmo tendo jurado não contradizer em seus ensinamentos a Confissão e aderir completamente a ela em suas lições públicas, dava, todavia, instrução em particular a certos estudantes selecionados, falando mais livremente de suas insatisfações e dúvidas. Arminius estava plantando o seu joio disfarçadamente e como foi que se percebeu isso? Quando os jovens iam fazer o teste de presbitério e quando declaravam sua fé, lá estava o evangelismo humanista que desconsiderava a doutrina histórica e Bíblica.

Arminius morreu em 1609 e deixou um bom número de discípulos que criaram os 7 pontos remostrantes no qual contrariava os ideais bíblicos calvinistas. A doutrina remostrante era como que uma caricatura da doutrina Reformada. “Adivinhem” o que aconteceu! Os calvinistas responderam biblicamente contrariando o ponto de vista remostrante/arminiano. A situação se tornou meio que insuportável, então o sínodo foi convocado. Foi uma extraordinária assembléia. Um antigo escritor disse dela o seguinte: “os membros deste sínodo formavam uma constelação dos melhores e mais eruditos teólogos que já se congregaram num concílio desde a dispersão dos apóstolos; salvo se excetuarmos a convocação imperial de Nicéia no quarto século” [Biographia Evangélica II, p. 456]. O concílio incluía 56 ministros e presbíteros regentes das igrejas holandesas, 5 professores de teologia e 26 teólogos estrangeiros, além de 18 comissários políticos [não-membros do sínodo] que iriam supervisionar o processo e dar informações ao Estado Geral.

Quando o “líder” do sínodo pediu aos arminianos para explicarem seus pontos de vista soteriológicos, os mesmos se recusaram pois sabiam que se as afirmações deles não fossem Reformadas, eles poderiam perder seus ministérios e passar por hereges. Os arminianos agiram com graves evasivas e acusaram o sínodo sem fundamento de qualquer tipo, após muita insistência por parte dos participantes do concílio e nenhuma resposta por parte dos arminianos, estes foram ‘convidados’ a se retirarem da reunião e foram, finalmente, produzidos os cânones de Dort.

Falou-se muito sobre o “perseguidor sínodo de Dort” e houve muita distorção propositada quanto a ele. Por isso, é que na Inglaterra uma versão dos Cânones permaneceu amplamente em voga até 1804, versão esta que tinha o peculiar pedigree de ter sido produzida por um tal de Daniel Tilenus, que era na verdade um remonstrante. Esta versão que corria como uma “sinopse conveniente” era na verdade uma corrupção deliberada dos Cânones. Qual é então a importância atual de Dort? É tão somente esta: o erro arminiano, embora travestido sob um nome do século dezesseis, é tão antigo quanto o homem e ressurge sempre e sempre, freqüentemente sob novas formas, até mesmo com vestes evangélicas [como mesmo no caso de Arminius]. Encontra-se agora entre aqueles que, embora professem doutrina bíblica, ainda insistem na capacidade do homem de escolher a Deus por si mesmos. É também corrente, em forma muito mais radical, entre um grande número de teólogos não-ortodoxos e liberais que concentram seu raciocínio na antropologia e substituem a busca da Reforma por um Deus gracioso, pela busca de um próximo gracioso. Encontra-se onde quer que os homens não se sujeitem com humildade, obediência e fé ao Deus das Escrituras e não atribuem a Ele, não apenas a iniciativa, mas também todos os meios para o cumprimento da salvação em toda parte. A verdade fundamental que Dort levantou bem alto é a verdade na qual a Reforma na linha de Agostinho e mesmo a Palavra de Deus permanecem firmemente: Soli Deo gloria !
Graças aos cânones de Dort, a doutrina Calvinis†a foi  ‘resumida’ em 5 pontos conhecidos como TULIP que é um acrônimo para Total Depravity (Depravação total), Unconditional Election (Eleição incondicional), Limited Expiation (Expiação Limitada), Irresistible Grace (Graça irresistível) e Perseverance of the saints (Perseverança dos santos).

Uma Explicação sintetizada da TULIP

Depravação total: Cremos que o homem já nasce morto em seus delitos e pecados, sendo inimigo de Deus; é um ser caído moral e espiritualmente. A Depravação do coração do homem faz com que o mesmo seja incapaz de escolher a Deus ou querer servi-lo por meio de suas próprias forças. Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo. (Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15)

Eleição incondicional: Como criaturas caídas, os seres humanos não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.A eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus. (Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17)

Expiação Limitada: Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com o Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nele.  (1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9)

Graça Irresistivel: Os homens são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Consequentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha. Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15

Perseverança dos Santos: Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseveram até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nele. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14




Artigo originalmente publicado no blog Pelas Escrituras dia 28/11/10

9 comentários :

  1. ME DESCULPE MAS O DEUS DOS CALVINISTAS,NÃO TEM NADA DE JUSTO,EA EQUIDADEDE DEUS,E O AMOR,CONDICIONAL CALVINISTA,NESTA VISÃO,MOSTRA DEUS COMO UM TIRANO ORGULHOSO.

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    1. ridículo fala de quem não conhece nada de calvinismo e mesmo assim devia a desonestidade teológica se acha no direito de abrir a boca pra emitir o som da ignorância!

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  2. Alexandre Coutinho,

    Com a devida Venia, necessário se faz algumas observações básicas. A primeira delas é que é extremamente irritante qualquer texto em blogs, fóruns, comunidades ou redes sociais em caixa alta (letras maiúsculas). A impressão que se tem é que o indivíduo está gritando. Diante disto, das próximas vezes, antes de digitar, verifique se o botão "Caps Lock" está ativo.

    Tendo dito isto, passo a fazer algumas indagações e que, se desejar, poderá me responder:

    "O Deus dos Calvinistas não tem nada de Justo" - Qual o seu padrão de Justiça? em física aprende-se que algo está em movimento ou parado a depender do referencial que você adota. Se você considerar a justiça de Deus pela sua concepção de Justiça, Deus será mal, mas se você considerar que o padrão de Justiça está revelado nas Sagradas Escrituras, então você é mal e merece o inferno e Deus é sempre bom, santo, justo e verdadeiro!

    "Mostra Deus como um tirano orgulhoso" - Novamente você esbarra na pergunta anterior: A tirania é baseada em qual padrão e o orgulho é baseado em qual padrão? a Tirania na visão filosófica é a deturpação do poder real, logo quando você afirma que o Deus que os calvinistas pregam é um Deus tirano, você afirma que há um reinado que é o padrão pelo qual Deus deve ser analisado. Pode dizer qual seria esse padrão?
    Você sabia que o orgulho é "pensar acerca de si mesmo além do que convém"? logo, tendo em vista que Deus é sempre Santo, justo e bom, aquilo que Ele pensar acerca de si mesmo, ainda que eu não entenda, não pode ser configurado como orgulho.

    Por conseguinte, imperioso se faz me pronunciar crendo que V.Sa não faz a menor idéia do que fala. Recomendo que leia e releia o texto até que consiga compreendê-lo.

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    1. nos inclinamos ante o poder do evangelho e a coerência dos estudos calvinistas pois Só O Senhor Jesus é soberano e sua graça resistível nos enlaça com cordas de amor sendo impossível o homem agora regenerado dizer não ao evangelho, todos estávamos mortos em delitos e pecados sendo justa a condenação de todos pois todos morreram, quando Deus livremente salva aí uns que se dizem cristãos tem coragem de dizer que o plano eterno de Deus pra salvar os seus eleitos é injusto, que evangelho barato é esse?

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    2. graça irresistível é lógico!

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  3. Bom Dia Senhores! Vocês, podem me tirar uma dúvida, alíás, são várias, mas, para não tumultuar, é o seguinte:
    Como ficam as passagens que falam que o DEUS de Israel não faz acepção de pessoas em face da eleição incondicional? Aguardo ansiosamente a resposta, obrigado!!!

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  4. Irmão Marcelo Alves,

    Graça e Paz.

    O texto mencionado é o de Atos 10:34 que diz "E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas".

    Precisamos analisar de forma imediata o contexto no qual ele expressa essa realidade. Inicialmente cabe frisar que Pedro é homem Judeu e como todo Judeu digno ele se abstém do contato com homens gentios.

    Quando estava orando, foi revelado que ele devia descer à casa de um homem chamado Cornélio. Qual o problema? o problema é que Pedro sabia que Jesus era o Messias, mas ainda não entendia a dimensão do plano divino. Continuava vendo o mundo com o olhar de um "judeu típico".

    Ele obedece à determinação divina e ao chegar lá, Cornélio (gentio) é batizado com o Espírito Santo.
    Esse batismo foi uma peça fundamental, de modo que restou inquestionável que a barreira que separava gentios e judeus enquanto nação não era mais óbice ao reconhecimento de que a salvação também era para aqueles.

    Deus alcançou Cornélio não pelo que ele fez ou por quem ele era, mas sim porque quis salvar Cornélio. Não há acepção de pessoas no que tange à lingua, cor, nacionalidade. NÃO HÁ NADA EM UM HOMEM QUE FAÇA COM QUE DEUS O AME MAIS OU MENOS. Os atos de um homem não faz com que Deus tenha predileção por ele, ou seja, Deus não faz acepção de pessoas.

    O Calvinista não crê que Deus prefira alguém. Quando Deus salva alguém ou condena alguém não se trata de uma predileção semelhante à humana. O objetivo de Deus é demonstrar que Ele tem o poder de "amar a uns e odiar os outros, sem que haja injustiça nisso". Se Ele escolhe salvar é simplesmente porque assim deseja.

    Pedro olhava para os gentios com o olhar meramente humano, capaz de julgar um homem pelo que ele pensava ou presumia que ele era (acepção, predileção), mas Deus não faz acepção, predileção, separação com base no que é presumível ou com base em uma característica específica. Deus simplesmente age como pretende agir.

    Espero ter sido claro, mas caso tenha restado alguma dúvida, é só perguntar!

    Renan A. Moreira

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  5. Paz do Senhor! leio a bíblia todos os dias; e atualmente, tenho lido muitos livros de cristãos reformados. E, percebo q há uma certa resistência por parte de alguns crentes em aceitar a teologia reformada. Se, quando olho p/o antigo pacto, vejo um Deus q escolheu um povo, Israel, dentre muitas nações. Ninguém comenta muito sobre isso. E, se Deus morreu na cruz por todos, logo, todos seriam salvos? correto! Mas, isso na prática não acontece. Se o homem é dono de sua própria vida, porque Judas decidiu trair Jesus? Por que Jesus falou que só um dos dozes se perderia? daqueles que o Pai os haviam selecionados? Por que o Apóstolo João fala na sua primeira epístola sobre os filhos de Deus e os filhos do diabo? e o que falar de Caim? da semente da mulher e a semente da serpente? de Esaú e Jacó? vocês já meditaram sobre Romanos-9:18-22? o livro de Romanos fala sobre salvação! E, sem falar que o Apóstolo Paulo fala p/os Efésios, que eles haviam sidos predestinados desde à fundação do mundo! você acha que Paulo estava falando à respeito de que? Convido aos Amados que dediquem-se mais a leitura das Sagradas Escrituras, e observem algumas conversões que aconteceram no Novo Testamento, como foram específicos! como por exemplos: a conversão de Saulo; Lídia; Cornélio; Nicodemos, etc. Pessoas escolhidas por Deus! É difícil de aceitar, porque queremos reivindicar nossa salvação através do conceito humanista e não pela Palavra de Deus! "...e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará."(Fp.3:15b). George.

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  6. Caros
    Na minha humilde compreensão, o ARREPENDIMENTO não é um DOM de Deus, como muitos pensam, mas, sim, um dos ATRIBUTOS divinos, da mesma forma que a FÉ, os quais nos foram comunicados quando Deus nos criou à Sua imagem e semelhança.
    Cada qual tem a liberdade de manifestá-los de acordo com suas próprias vontades, exatamente como nos mostram algumas passagens bíblicas, como, por exemplo, a parábola do semeador, onde os homens são comparados a certo tipos de terrenos, nos quais são lançadas a semente (a Palavra de Deus), e cada um escolhe como receber a semeadura (dando fruto ou não).
    Há passagens que nos mostram, claramente, a manifestação do ATRIBUTO divino do ARREPENDIMENTO, nas quais podemos ver o Senhor se ARREPENDENDO do mal que intentava fazer a determinadas pessoas, como resultado da Sua infinita misericórdia (Jn 3:10).
    Com relação ao ATRIBUTO DA FÉ, a própria ciência comprova que o homem foi projetado para crer em um ser superior, conforme diz o Dr. Rodrigo Silva: https://www.youtube.com/watch?v=2DF-bUMBmJ0
    Assim sendo, ao nos criar à Sua imagem e semelhança, o Senhor Deus nos transmitiu os ATRIBUTOS do arrependimento e da fé, os quais fazem parte do Seu próprio SER.
    Mas, quer dizer, então, que o Senhor Deus possui o atributo da FÉ? Claro que sim, pois quando Deus disse, por exemplo, "Haja Luz!", será que Ele não cria que a luz apareceria?
    Outrossim, quando Ele profetizou que a semente da mulher pisaria a cabeça da serpente, mais uma vez aparece a manifestação do ATRIBUTO DA FÉ, pois, naquele momento, o Senhor Deus estava falando de Jesus Cristo, o qual possuía o mais legítimo livre-arbítrio e poderia, por exemplo, ter negado a cruz diante do martírio que haveria de passar. Ou será que alguém duvida que Jesus possuía liberdade de escolha e acha que Ele estava fazendo de conta (que estava sofrendo tentação) quando pediu para o Pai passar d'Ele aquele cálice?
    Para os duvidosos, basta ler o que disse Isaías sobre a liberdade de escolha humana: "Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis" (Isaías 7:15-16).

    Conclusão:
    (1) Os que utilizam o capitulo 2 de Efésio para dizer que a FÉ é um DOM de Deus (dado somente a quem Deus quiser, segundo os Calvinistas), não entenderam que o assunto de tal capítulo é o DOM da salvação e não o ATRIBUTO da fé.
    (2) A entrada na graça do Filho de Deus está condicionada ao som do Evangelho, pois, como diz a Bíblia, a fé vem pelo ouvir. Por grande misericórdia, Deus envia pregadores aos quatro cantos da Terra, provendo uma meio para que aqueles que ouvem o Evangelho possam responder positivamente, segundo a intenção dos seus próprios corações. A pregação do Evangelho fez, por exemplo, com que Lídia prestasse a atenção e pudesse manifestar sua fé, optando por batizar-se e servir a Deus de todo o seu coração.
    (3) O Senhor Deus parece exercer graça quando, pelo Espírito Santo, interfere na historia da humanidade (por questão de justiça), refreando, assim, a maldade dos corações humanos. Porém, no tempo determinado, Ele próprio enviará a operação do erro, segundo a qual, Ele permitirá que os cristãos verdadeiros sejam perseguidos e mortos. No entanto, tal graça parece não ser a "graça preveniente", crida pelos arminianos, mas uma graça comum, que é fruto do amor de Deus e da justiça divina.
    Deus vos abençoe!!!

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