terça-feira, 30 de julho de 2013

Dez Mandamentos: Princípios de Vida para Homens e Nações

Stephen McDowell

Se alguém lhe perguntar, “O que devo fazer para obter a vida eterna?”, como você responderá? Para Jesus se fez esta pergunta pelo menos em duas ocasiões. Quando um jovem líder e rico veio a Ele fazendo esta pergunta, Jesus respondeu dizendo: “Conheces os mandamentos”, e logo declarou sucintamente os últimos seis mandamentos (Marcos 10.17-19; Lucas 18.28-20).

Quando um intérprete da lei fez a Jesus esta pergunta (Lucas 10.25-28), Jesus por sua vez perguntou: “O que está escrito na Lei?”. O intérprete lhe respondeu citando a Lei: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo seu coração, e com toda sua alma, e com todas tuas forças, e todo teu entendimento; e a teu próximo como a ti mesmo.” Este era um sumário dos Dez Mandamentos. Jesus disse a este homem: “Respondes-te bem”, e logo citando a lei (Levítico 18.5) declarou “Faz isto, e vivereis.”

Stephen McDowell
Providence Foudation
Jesus não está dizendo que nós alcançamos nossa salvação por nossas obras ou por guardar a lei, pois a salvação é dom de Deus e é dado por Sua graça. Porém Jesus está reiterando o que toda a Bíblia ensina – que Sua Lei/Palavra, que se resume nos Dez Mandamentos, contém os princípios que, se forem obedecidos, produzem vida – vida para os homens e para as nações – porém se são ignorados, o resultado é a morte (Deut. 28).

O fruto da expiação de Jesus e Seu envio do Espírito Santo para que viva em nós é vida para a humanidade. Como se produz esta vida em nós? O Espírito Santo capacita o homem redimido a fazer Sua vontade e a caminhar em Sua verdade – isto é, a seguir Seus mandamentos. Sua lei se faz agora escrita em nossos corações. O Espírito nos capacita para guardar Seus mandamentos, o que produz vida para nós nesta terra.

O primeiro passo na salvação é arrependermo-nos e crer no Senhor Jesus Cristo (Atos 2). Porém a salvação é muito mais que um evento ou experiência de uma só ocasião. Devemos por em obra nossa salvação; estamos sendo salvos a cada dia. A salvação inclui o apropriarmo-nos de todas as bênçãos de Deus para nossas vidas; inclui a restauração do homem à ordem original da criação, naquele que porta a imagem de Deus e cumpre o propósito de Deus para governar e subjugar a terra. Isto se faz através da obediência a sua Palavra. Neste sentido, o guardar Seus mandamentos produz vida e salvação.

Para resumir, não somos justificados pela Lei, mas somos santificados pela Lei (com o Espírito de Deus operando em nós capacitando-nos para obedecer aos Seus mandamentos).

Conhecer e obedecer aos mandamentos de Deus é essencial à vida. Jesus disse ao jovem rico, “Conheces os mandamentos.” Infelizmente, não pode dizer o mesmo da maior parte dos Americanos da atualidade, incluindo a maioria dos Cristãos Americanos, porque a grande maioria dos Cristãos não conhece os mandamentos, apesar de obedecê-los. Uma enquete realizada com 500 homens na conferência dos Guardadores de Promessas em Washington, D.C., (estes eram crentes sinceros e dedicados) no outono de 1997, revelou que a maioria não pôde mencionar os Dez Mandamentos, e somente 1 dos 500 pôde recitá-los na ordem em que aparecem em sua Bíblia. Jesus disse que o homem viveria se guardasse os estatutos de Deus. Não é surpreendente que a vida e a benção de Deus estejam abandonando esta nação.

Para que uma nação seja grande deve ter a presença de Deus e a lei de Deus (veja Deut. 4.5-8). Isto foi certo para o antigo Israel tanto quanto para os Estados Unidos do princípio. À medida que os Estados Unidos têm rejeitado a presença de Deus e a lei de Deus, nessa medida os Estados Unidos tem decaído em grandeza.

Ataque aos Dez Mandamentos

Somos uma nação cujas leis se fundamentaram no princípio na lei superior de Deus. Esta lei superior, tal e como se resume nos Dez Mandamentos, costumava ser ensinada à todos os Estadudinenses, era grandemente reverenciada e todos buscavam obedecê-la. Hoje, poucos obedecem, reverenciam ou inclusive conhecem Seus mandamentos. Muitas pessoas estão fazendo todo o possível para eliminar qualquer vestígio de Sua lei de nossa nação, afirmando que é um grande prejuízo para a sociedade.

O ataque mais notável se tem dado contra o Juiz Roy Moore do Alabama e uma placa dos Dez Mandamentos que tem posta numa parede de seu tribunal. Um juiz federal determinou que era inconstitucional que o Juiz Moore expusesse os mandamentos.

Em 1980 a Suprema Corte resolveu, no caso Stone X Graham, que as escolas públicas de Kentucky não poderiam expor os Dez Mandamentos nas paredes. A Corte disse: “Se as cópias fixas dos Dez Mandamentos têm de ter algum efeito, este será o de induzir os alunos a ler, meditar, e quiçá [quizá] venerar e obedecer, os Mandamentos”.

Esta certamente seria uma situação horrível! Somente imagine se nossos filhos obedecerem aos Dez Mandamentos – Não matarás. Não roubarás. Honra a teu pai e a tua mãe. Não cometerás adultério. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. Não cobiçarás… qualquer coisa que pertença a teu próximo. – para nomear alguns.

Você pode ver quão perigoso é isto! Poderiam resolver-se todos os nossos problemas se nossos cidadãos obedecessem esses preceitos.

Quase 1.5 milhões de Estadudinenses encontram-se hoje atrás das grades – 1 de cada 155. Aprender a não roubar ou a não matar não seria uma ideia tão má para ajudar a tratar com este problema. Os matrimônios que terminam em divórcio têm aumentado exponencialmente nas ultimas três décadas – aprender a não cometer adultério parece ser uma ideia muito boa. E poderíamos seguir e seguir acerca de como os mandamentos (e suas consequências positivas) são exatamente o que nossa nação necessita para resolver todos os nossos problemas nacionais. Contudo, para poder aplicar os princípios de vida contidos nos mandamentos, primeiro devemos conhecê-los.

Se os Cristãos não os conhecem a fundo, nunca serão infundidos na lei e na vida de nossa nação.
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Stephen McDowell é o co-fundador da Fundação Providence e da Universidade Cosmovisão Bíblica  Em 25 anos de trabalho integral com a fundação, Stephen tem viajado pelos Estados Unidos, assim como na Ásia, América do Sul, Austrália e África. Ele treinou milhares de pessoas de mais de 100 países  prestou consultoria a numerosos lideres de governo, ajudou na confecção de documentos políticos e na fundação de partidos políticos  e ajudou a criar classes de estudo em varias igrejas. Escreveu e co-escreveu mais de 20 livros, incluindo Libertando as Nações e a Historia Providencial Americana. (Informações encontradas no site do Instituto Transforma).
Fonte: contra-mundum.org
Tradução: Fabio Farias


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