domingo, 12 de outubro de 2014

Seis dias trabalharás...

[ Atila Calumby ]

De forma absurda, no Brasil, impera um maciço desejo político de ampliação dos programas sociais. A candidata Marina Silva, que graças a Deus não foi para o segundo turno, chegou a propor a implementação de um 13º salário para o Bolsa Família, sem contudo considerar que tudo isto tem um custo e que este só poderá ser arcado com muito dinheiro.

Nos últimos tempos, o Banco Central tem adotado a política de emitir
papel-moeda de forma discricionária e abusiva, o que acaba por inferiorizar o valor da moeda em âmbito internacional e majorar os índices inflacionários;  propostas semelhantes a de Marina Silva servem como incrementadores de uma crise e nenhum bem traz à nação. Por outro lado, o assalto institucionalizado, lê-se “alta carga tributária”, do qual o cidadão é vítima somente paralisa o desenvolvimento econômico e leva a uma inevitável fuga de investimentos para o exterior.

Se os responsáveis pela geração de riquezas – pequenos, médios e grandes investidores – forem impedidos pelas políticas burocráticas do governo de crescerem, o avanço social não será feito justamente pela falta de capital, consequentemente, haverá senão a crise e falência do país.

É indubitável que inexiste o sonhado desenvolvimento social sem que haja desenvolvimento econômico. É com empregos – na iniciativa privada – que o país poderá decolar economicamente em direção ao 1º mundo e não com empregos estatais e/ou programas sociais de cunho eleitoreiro. Um sábio presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, dizia que o maior programa social é um emprego. É exatamente aí que o Brasil falha. O Brasil precisa buscar a geração de empregos no setor privado com a consequente redução da intervenção estatal na economia, isto é, mais liberdade para a movimentação da máquina econômica.

Quando os políticos labutam pela ampliação de programas sociais como o Bolsa Família, o que fica evidente é o total fracasso desse projeto. A meta de qualquer projeto social é diminuí-lo ao ponto de não ser mais necessário, logo pela via transversa, aumentar a utilização de um projeto social somente prova que o governo não consegue tornar o povo livre, mas apenas dependente. O que se vê massivamente é uma abstenção na procura de emprego por parte dos beneficiários e quando conseguem encontrar um emprego, preferem que não haja registro no Ministério do Trabalho para que não percam o benefício! Duvida? Vá, por exemplo, à ‘rica’ região do Sul de Minas Gerais e veja a dificuldade que o agricultor enfrenta para encontrar mão de obra, e pior, para registrá-los conforme determina a lei.

É necessário refletir o que queremos para o Brasil do futuro. Será que o nosso desejo é realmente seguir nessa luta social? Nessa trilha de estatização dos meios de produção? De uma dependência cada vez maior do governo? Se continuarmos nesse ritmo, acabaremos falidos como a Venezuela. Lutem pelo trabalho, pela liberdade individual e pela geração de lucros! É isso que vai criar e atrair empresas que geram riquezas, fazendo do trabalho a benção divina que salvará a economia de nossa nação!




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