segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não quero Revolução, quero Evangelho!

Fabio Farias


Desculpem pela forma informal do texto... Trata-se de um aborto das minhas loucas reflexões...

A palavra Revolução é algo que está na moda hoje em dia. No Oriente Médio, por exemplo, temos as revoluções nacionalistas, lutando contra regimes e sistemas de governo que não mais refletem a vida e os ideais do seu povo. A sociedade - perdida em seus próprios ideais - tem revolucionado em quase todas as áreas buscando "novas perspectivas de integração e novas formas - mais flexíveis, livres e inteligentes - de ver a vida...". 

As revoluções acontecem quando todas as alternativas de mudança e correção acabam. Revolução é o estopim de ressentimentos tão antigos quanto a própria existência. É a resposta para o caos. E o que é o ser humano a não ser caos? O que é a sociedade a não ser caos? Perdido em um sem número de movimentos, ideais e propostas os seres humanos se afogam em suas próprias palavras: "Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos" (Rm 1.22).

No século XXI nunca houve tanta discussão, revolta e confusão quanto em qualquer outro momento da História. As pessoas estão respondendo a isso com as revoluções que temos acompanhado. Mas qualquer pessoa que olhe para a História com um pouco de olhar crítico sabe que essas revoluções só vão gerar mais caos. Pessimismo? Não, é a Verdade. As revoluções só geram mais caos e depois de perderem seu espírito inicial se tornam novos sistemas de opressão e mais motivos para novas revoluções. Como Salomão diz: "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol" (Ec 1.9).

Jesus profetizou sabiamente: "E ouvireis de guerras e de rumores de guerras..." (Mt 2.6a) Ele não precisou de uma visão do futuro para falar acerca dessas coisas. Para Cristo, dizer aquilo era natural, pois Ele sabia que as revoluções e as disputas pelo poder fazem parte da nossa natureza caída. Todas as revoluções que já houveram debaixo do Sol são a tentativa de uma humanidade perdida em salvar-se a si mesmo sem por Deus no processo. Todas as revoluções que já houveram no mundo são tentativas frustradas, porque buscam salvação sem o Salvador, buscam dominar a natureza sem a ajuda do Criador da mesma. Todas estas coisas são tentativas humanas de  gerarem "novos céus e nova terra" sem o Reino de Deus.

As vãs revoluções humanas são pecado contra Deus, pois o salmista diz: "Os reis da Terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles." (Sl 2.2-4) E sabe... Zombo junto a Deus das tentativas humanas de revolução.

Minha convicção é que revoluções não prestam para nada. As revoluções humanas só trazem mais caos e são como remendo em pano velho... Sejam revoluções comunistas, punks ou revoluções eclesiásticas ao estilo Caio Fábio. Minha convicção é de que somente uma volta sincera ao Evangelho - sem invenções, sem inovações... quieta, humilde, quebrantada... poderá salvar a "Igreja Evangélica" e a sociedade do seu iminente fim: o inferno.

Não quero Revolução, quero Evangelho!

Jesus e seus apóstolos não revolucionaram. Eles anunciaram o Evangelho. Revolução é o homem na sua própria força. O Evangelho é Deus exercendo Seu Poder. O apóstolo Paulo não revolucionou, tão somente anunciou a Palavra de Deus com reverência e profundidade, assim como Moisés, Elias e tantos outros antes dEle. Esse é caminho de Deus: voltar as veredas antigas... voltar e voltar... Até chegar a Gênesis 1, revestido de maturidade e plenitude (Ap 22).

Portanto, minha convicção é de que a Igreja Evangélica não precisa de revolução - ela vive revolucionando e isso só tem gerado mais ruína. A Igreja Evangélica precisa de Evangelho - pregado, refletido e vivido. E para tal precisa olhar para trás com os olhos da Graça de Deus, a fim de retirar-se do seu opróbrio.

Brincando com uma frase de um apóstolo moderno: "Eu olhei para o passado, e decidi viver nele". E não me arrependo: descobri Deus e o esplendor da Sua Soberania, além de ter aprendido o que de fato é a Igreja - e isso tem uma profundidade que não pode ser expressa em meras palavras.

Convido o leitor para que viaje junto comigo ao passado e aprenda com a História - afinal, é nela que Deus se revela - a viver e pregar o Reino de Deus. Leia as Escrituras, leia documentos antigos, leia os testemunhos dos Gigantes da Fé e reflita sobre todas essas coisas e você também encontrará os tesouros que eu e tantos outros temos encontrado.

É isso... Chega desse papo furado de revolução... Eu quero é Evangelho!




Artigo publicado originalmente no blog Pelas Escrituras dia 11/07/11


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