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Bento XVI e o papel do homem e da mulher na sociedade

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Mark Richardson No ano de 1997 o então Cardeal Ratzinger, mais tarde Papa Bento XVI, deu uma longa entrevista ao jornalista alemão Peter Seewald. Na entrevista, Joseph Ratzinger rejeitou a ideia de que os papéis sociais do homem e da mulher são intercambiáveis. Ele explicou a crença dos papéis intercambiáveis da mesma forma que eu [Mark Richardson] explico. Segundo Bento XVI, o homem moderno vê a liberdade como a liberdade para se auto-criar e auto-definir. Mas ser livre para se auto-criar envolver rejeitar partes importantes da nossa natureza. O Cardeal Ratzinger descreveu a mentalidade modernista desta forma:      A ideia de que a "natureza" tem algum peso na nossa vida já não é mais aceitável; o homem tem que ter a liberdade para se modelar conforme os seus gostos. Ele encontra-se livre de tudo o que é garantido pela sua essência. Ele faz de si o que ele bem entende, é só desta forma é que ele é realmente "livre e emancipado".     Por ...

Dos Romances e das Esperas

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Renan Almeida Hoje é o dia dos namorados. Como sempre, algumas datas há em nosso calendário que me geram pensamentos dos mais variados. Sobre algumas destas datas, ouso falar e sobre outras, simplesmente prefiro me calar por correr grande risco de cair no lugar comum. Dia 12 de junho é um daqueles datas que mesmo quando distante, gera um tanto de ansiedade, o mercado se aquece de forma intensa e alguns ensandecidos começam a divulgar nas redes sociais de que “se alugam para o dia dos namorados”. Hoje é uma daquelas datas nas quais o pessoal do “Eu resolvi esperar” e do “Não morda a maçã” estarão falando, talvez, sobre o perigo do namoro e dos pecados sexuais e o pessoal do G12 estará fazendo seus “exorcismos” do namoro e dizendo que as garotas devem se cuidar para não serem como “tomates em fim de feira”. Até certo ponto há uma certa dose de verdade nas assertivas destes grupos, mas eles erram ao tratar o relacionamento apenas em termos sexuais ou, quando muito, o tratam de form...

O mundo está cheio de garotos que se barbeiam

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"Historicamente, um rapaz passava por duas fases na vida: menino, depois homem" A transição da criança para adulto estava relacionada com cinco variáveis sociais que aconteciam quase sempre simultaneamente ou em um período curto de tempo: Deixar a casa dos pais (Gênesis 2.24); terminar os estudos (ou treinamento vocacional); começar um trabalho que definiria a carreira, não apenas um temporário; conhecer uma mulher, amá-la, honrá-la, cortejá-la e então casar-se com ela; ter filhos com ela. Mas veja o que aconteceu. Ao invés de sair da infância para a vida adulta por meio dessa sucessão de transições sociológicas, nós criamos algo chamado adolescência. É um terceiro estágio, entre o menino e o homem. Não sabemos como chamá-los, então chamamos de garotos. São os garotos que se barbeiam. Hoje, a adolescência começa por volta dos doze anos e continua indefinidamente. Não há um fim claro para ela. O problema com a adolescência é que os garotos não sabem quando finalme...

Cara, cadê sua noiva?

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Kevin DeYoung * Tendo em vista que eu falo em diferentes lugares por todo o país, uma das perguntas recorrentes vem das mulheres, mulheres jovens em particular. A pergunta delas geralmente é algo como: “O que se passa com os homens?” Essas mulheres não estão com raiva. A pergunta delas é mais de lamento do que petulante. Não estou bem certo por que elas me perguntam isso. Talvez porque leram Just Do Something e imaginam que eu serei um ouvido simpático. Ou talvez elas pensem que eu posso ajudar. Muitas vezes elas dão continuidade à pergunta inicial me exortando: “Por favor, converse com os homens da nossa geração e lhes diga para serem homens”. Kevin DeYoung Elas estão falando de casamento. Eu conheci muitas jovens piedosas próximas ou distantes que se perguntam: “Aonde foram os homens casáveis?”. Muitos e muitos comentadores – cristãos ou não – têm notado uma tendência nos homens jovens: a saber, que eles parecem não estar crescendo. Recentemente, um ...

A todas as mães

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Às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos; às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado. Às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes; às Mães precocement...