sábado, 20 de julho de 2013

Relatório de Perseguição Religiosa na Europa



Fábio Farias

Muitos pastores e intelectuais cristãos, num esforço deliberado de denunciar a omissão da sociedade em relação a pobreza e a miséria, tem lutado e propagado em suas igrejas a luta por um Estado de Bem Estar Social que redistribua a riqueza e garanta "educação, saúde, transporte e cultura gratuita e de qualidade para todos". Pensam estar instituindo assim o Reino de Deus. Sem entrar nos detalhes em torno da impossibilidade econômica do Estado de Bem Estar Social (esse é um nome de propaganda, prefiro chamá-lo de "Estado-Providência" ou "Estado-Leviatã"), me dói muito no coração ver e sentir que eles estão tentando cavar a cova do Cristianismo no Brasil.

As razões são muitas para serem explicadas numa unica postagem. Mas uma delas, o objeto desta postagem, é o poder absurdo e totalitário que é dado a este Estado. Nesse modelo, o Estado tem um passe livre para interferir em todas as áreas da vida, regulando e legislando sobre tudo, acabando com a liberdade, e instituindo um projeto hegemônico de controle e massificação de ideias-  com o poder policial da coerção -  que não deve ser dado a absolutamente ninguém. É a vitória do Fascismo pintado de vermelho.

Esse tipo de Estado tem sido utilizado pelos inimigos do Cristianismo para impedir a prática e a pregação da Ética Cristã com a criminalização da oposição ao aborto, homossexualismo, divórcio, consumo de drogas e ao relativismo moral, cultural e do conceito de verdade. 

Como toda ditadura, o Estado-Leviatã se justifica escondendo-se atrás de coisas boas como universalização do ensino (o que é ensinado?), da diminuição da pobreza (por meio do assistencialismo sem retorno social e diminuição da definição de pobreza ou da promoção do desenvolvimento econômico e da profissionalização?) e do falacioso crescimento do PIB para restringir as liberdades individuais, legislar e padronizar todo o sistema educacional e criminalizar a pregação do Evangelho e de toda e qualquer outra ideologia que se levante contra ele.

Enfim, infelizmente, estamos inconscientemente alimentando um novo Império Romano e ascendendo as novas fogueiras. Porém me agarro a promessa de Jesus de Nazaré de que "as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja": nós a derrubaremos.

Uma notícia-exemplo segue abaixo:


       Wendy Wright

Os cristãos da Europa enfrentam prisões, multas, vandalismo e penalidades profissionais devido a uma tendência crescente de intolerância social e restrições governamentais, de acordo com um recente relatório.

O relatório liga a discriminação a uma onda de novas leis que de forma seletiva afetam os cristãos.

“É aqueles que lutam para viver de acordo com os elevados requisitos éticos do Cristianismo que experimentam um confronto,” não os cristãos nominais que se alinham com as tendências predominantes da sociedade, diz o Dr. Gudrun Kugler.

Kugler dirige o Observatório da Intolerância e Discriminação contra Cristãos, que lançou o relatório numa conferência internacional sobre tolerância e discriminação na Albânia em maio.

Os países europeus se orgulham de estar na vanguarda dos direitos humanos, muitas vezes usando foros como o Conselho de Direitos Humanos da ONU para pressionar outros países. Contudo, o relatório revela uma explosão de novas leis que estigmatizam os cristãos e desafiam os direitos humanos internacionais como a liberdade de consciência, expressão e direitos dos pais.

Na Holanda, apesar de um direito de não participar de procedimentos médicos antiéticos, os abortos são parte do treinamento obrigatório de obstetras e ginecologistas. Um tribunal do Reino Unido (RU) ordenou que duas parteiras católicas supervisionassem outras parteiras cometendo abortos.

A Suécia não permite nenhum direito de consciência para profissionais da saúde, parteiras, estudantes de medicina ou farmacêuticos.

Os escrivães civis da Irlanda podem ser presos por até seis meses se não celebrarem cerimônias de mesmo sexo. Igrejas podem ser multadas por não permitirem que sua propriedade seja usada para celebrações de mesmo sexo.

A França proíbe discursos negativos contra a homossexualidade. Os pregadores cristãos de rua, manifestantes pró-vida e um casal cristão numa conversa particular foram acusados de violar uma lei inglesa contra palavras ou conduta “com probabilidade de provocar importunação, susto ou angústia.”

Embora as marchas de orgulho gay sejam permitidas, o direito dos cristãos se associarem é visto com suspeita. Protestos silenciosos, aconselhamento e orações na frente de clínicas de aborto podem resultar em prisões por assédio na Áustria.

Os donos de uma pensão cristã na Inglaterra foram multados por não alugarem um quarto em sua casa, onde eles vivem com seus filhos, para uma dupla homossexual. A Holanda exige que os órgãos governamentais quebrem contratos com entidades particulares que objetam participar de uniões homossexuais.

Um médico cristão na Inglaterra foi demitido por mandar por e-mail uma oração aos colegas. Um juiz deu o veredicto de que os cristãos não têm nenhum direito de se abster do trabalho nos domingos afirmando que não é “um componente essencial” de suas convicções.

Os pais têm o direito universal de educar seus filhos. Entretanto, a educação escolar em casa é criminalizada na Alemanha, enquanto a Áustria ameaça tirar os filhos das famílias. A educação sexual explícita da Suécia é obrigatória para crianças, onde uma menina de 11 anos fez dois abortos sem o consentimento de seus pais.

O relatório pressupõe que essas leis estimulam um clima hostil que permite impunidade aos ataques.

Um artista da Eslovênia colocou fogo numa cruz — o mesmo ato que ele cometeu 10 anos antes, mas foi inocentado no tribunal. Uma livraria católica na França sofreu vandalismo 26 vezes sem nenhuma resposta das autoridades públicas ou meios de comunicação. A Associação Polonesa de Futebol proibiu cruzes e Bíblias como “materiais racistas e xenófobicos.”

Na França, 84% dos vandalismos em 2010 foram contra lugares cristãos. Uma cidade da Espanha baniu um bispo de eventos oficiais da cidade por criticar os estilos de vida homossexuais.

“Os cristãos não estão pedindo tratamento especial,” disse Gary Streeter, membro do Parlamento da Inglaterra, “mas estamos buscando oportunidades iguais, para que convicções sinceras recebam espaço igual em nossas leis e em nossa sociedade.”



Tradução da notícia: Julio Severo

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!