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Deus não será louvado em um Estado Laico?

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Renan Almeida Hoje eu comprei uma deliciosa batatinha frita enquanto estava no trem. Observei que a Batata tinha o tradicional nome Batata chips e em letras de caixa médica constava o escrito “Acreditamos em Deus”.  A bem da verdade é que já faz cerca de 02 (dois) dias que tenho pensado acerca da expressão “Deus seja Louvado” constante nas notas do nosso papel-moeda e na ação movida pelo Ministério Público Federal na tentativa de retirar o termo já mencionado que consta nas mesmas. Ainda me lembro de quando eu era criança aprendendo a ler e quando segurei uma nota em minhas mãos e vi aquela inscrição “Deus seja louvado”. Lembro-me como se fosse hoje do fato de que eu não me cansava de lê-la. Cada leitura que eu fazia da expressão, me parecia algo novo e mais profundo. Não sabia ao certo o porquê, mas sabia que me encantava aquela expressão na nota que eu segurava. O fato é que nunca me cansei de ler no dinheiro, centralizado no lado esquerdo, a expressão “Deus seja louvad...

Como passar o dia com Deus

Preâmbulo à edição em português: Traduzi¹ o presente texto enquanto acompanhava a Conferência Fiel 2012. A princípio não tinha nenhuma intenção em traduzir algo que tivesse a ver com a Conferência, mas o fato é que este texto reflete muito do clamor e das palavras que foram proferidas nela. Creio que todos que acompanharam a conferência tiveram a convicção de que o que nos falta é uma vida piedosa, onde a oração constante e a meditação na Palavra sejam não apenas uma das tarefas do dia, mas sim o combustível das nossas vidas. Tendo posto isso, deixo os irmãos com o texto de Richard Baxter, onde o mesmo dá diretrizes extremamente práticas acerca de como viver uma vida santa. Com certeza trata-se de um ótimo ponto de partida para aqueles que desejam abraçar uma prática devocional mais intensa, como proposto na Conferência. Nesse texto fica exposto de uma forma muito contundente a praticidade das pregações puritanas e o seu modo de vida. Como passar o dia com Deus   po...

Wesley e o debate com o Calvinista...

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John Wesley, ministro anglicano A seguir, trecho do diálogo entre o calvinista Charles Simeon (1759-1836) e o [arminiano] John Wesley, por ocasião de um debate entre os dois. Os dois, vale a pena lembrar, eram ministros anglicanos. A leitura é maravilhosamente edificante. Se todo arminiano fosse como Wesley... Infelizmente, o que a maioria de vocês ouve como "arminianismo" não passa de semi-pelagianismo, ou pelagianismo puro! Pelagianismo, a saber, é a doutrina que, dentre outras coisas, ensina que a salvação está em algum grau relacionada as boas obras. Nunca podemos inverter essa ordem: a Salvação produz boas obras, mas as boas obras não podem produzir salvação. SIMEON: Senhor, o senhor é tido como arminiano; eu muitas vezes sou chamado de calvinista, logo devo supor que estejamos em posição de duelo. Mas, antes de consentirmos sobre usar os punhais, com sua permissão, gostaria de lhe fazer algumas perguntas. O senhor vê a si mesmo como alguém que jamais teri...

Um Ataque ao Cessacionismo

Fábio Farias* Há quem diga que a "Fé Reformada" e a "Fé Pentecostal" são produtos de duas Reformas diferentes, que não há a menor possibilidade de haver algo como um "pentecostal reformado". Teologicamente falando não há mesmo, pois a doutrina pentecostal discorda em muitos pontos da doutrina reformada: são arminianos, dispensacionalistas, pré-milenistas, crêem no batismo no Espírito Santo como um evento distinto e posterior à conversão (se bem que alguns reformados criam assim; como, por exemplo, Rev. A.G Simonton e Dr. Martin Lloyd Jones - alguém dúvida da fé reformada deles?), e crêem que o dom de línguas estáticas é a evidência automática desse batismo. Isso quer dizer necessariamente que uma pessoa crente na predestinação e no ensino dos Reformadores, mas que prática os dons espirituais, não é de fato um reformado? É impossível, no que tange a prática, existir algo como um "pentecostal reformado", isto é, um reformado n...

A Vocação Universal dos Santos

  Fábio Farias Todos tem uma vocação, em especial os que pertencem ao povo eleito de Deus. Ninguém nasceu por acaso, ninguém existe apenas por existir. Há um propósito divino na passagem de todos pela terra. Como disse Salomão, “O Senhor fez todas as coisas para determinados fins” (Pv 16.4). E o homem só poderá sentir-se plenamente feliz e realizado quando cumprir esse desígnio. Essa é uma máxima da Teologia Reformada e um grande estímulo não só para o pastor, mas para o pedreiro, o professor, o motoboy , o engenheiro, o técnico, o policial, o advogado, etc. Em Gênesis 1, o autor afirma que ao criar cada elemento do Universo, Deus olhou e viu que “era bom” (por exemplo, v.4 e v.10), mas apenas quando Ele criou o ser humano conforme a sua imagem e semelhança (v.26), deu-lhe uma vocação e ligou tudo que outrora havia criado e visto que era “bom” a essa vocação do ser humano (v.28-30),  Ele “viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom ” (grifo meu). Tudo que Ele criou...

Você é calvinista? E daí?

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Fabio Farias “Tornamo-nos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste e como os que nunca se chamaram pelo teu nome. Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença!” (Is 63.19 – 64.1-2) Existem certos trechos da Escritura que fazem o leitor atento desatar em lágrimas ou em profunda tristeza. E um desses trechos é Isaías 63 e 64: a ultima oração do profeta. Nesta oração Isaías lembra das grandes obras de Deus no passado e cai em profunda tristeza, típica e quase obrigatória de um profeta, por perceber que o povo que outrora fora chamado “o povo de Deus” não mais o é; o profeta vê que seu povo hoje é rebelde (63.10), imundo (64.6), insensível (64.7), etc.  O profeta inicia sua oração celebrando “as benignidades do SENHOR e os seus atos gloriosos (63.1)” e reconhecen...

Dos Romances e das Esperas

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Renan Almeida Hoje é o dia dos namorados. Como sempre, algumas datas há em nosso calendário que me geram pensamentos dos mais variados. Sobre algumas destas datas, ouso falar e sobre outras, simplesmente prefiro me calar por correr grande risco de cair no lugar comum. Dia 12 de junho é um daqueles datas que mesmo quando distante, gera um tanto de ansiedade, o mercado se aquece de forma intensa e alguns ensandecidos começam a divulgar nas redes sociais de que “se alugam para o dia dos namorados”. Hoje é uma daquelas datas nas quais o pessoal do “Eu resolvi esperar” e do “Não morda a maçã” estarão falando, talvez, sobre o perigo do namoro e dos pecados sexuais e o pessoal do G12 estará fazendo seus “exorcismos” do namoro e dizendo que as garotas devem se cuidar para não serem como “tomates em fim de feira”. Até certo ponto há uma certa dose de verdade nas assertivas destes grupos, mas eles erram ao tratar o relacionamento apenas em termos sexuais ou, quando muito, o tratam de form...